Num documento prestes para a conferência dos 50 anos da CCP, que hoje decorre em Lisboa, a confederação presidida por João Vieira Lopes defende que o documento deve ser uma iniciativa do executivo do Luís Montenegro, mas realizado por uma “equipa plural de investigadores independentes”, que ouça os partidos com assento no parlamento e os parceiros sociais.
O objetivo é fazer um “diagnóstico rigoroso” sobre a situação do país e traçar uma visão “para a dezena”, que “não se limite a formular orientações de ordem universal, ou a constituir um repositório de medidas em curso, mas que aponte as mudanças necessárias e as metas a atingir”, diz a CCP.
Considerando que o horizonte de Portugal está “em grande medida” associado ao horizonte da Europa e que a União Europeia deve ter uma “novidade agenda” para a integração e a competitividade, a confederação que representa as empresas da superfície do transacção e serviços entende que o país deve “dispor de uma orientação estratégica própria” que se adapte às “orientações e as prioridades da política europeia”.
Esse documento deve sustar um “programa calendarizado de ações concretas” que ajude a tornar Portugal “um país mais competitivo” e vá “ao encontro das reais necessidades dos portugueses”, respondendo a “falhas sistémicas e organizacionais existentes, ou seja, com a noção de a solução não está em ir pondo verba em cima dos problemas”, diz a confederação.
“Ao contrário do que foram documentos uma vez que os do Programa Pátrio de Reformas (PNR) e a ‘Visão Estratégica para o Projecto de Recuperação Económica 2020-2030’ da responsabilidade de António Costa e Silva, textos esses elaborados na lógica e de tratado com os critérios de utilização dos fundos europeus, defendemos a relevância de, na legislatura que agora se inicia, o país poder dispor de um pouco que possa constituir o equivalente de um ‘Relatório Draghi’ pátrio”, refere o documento da CCP.
Ao falar no documento de Draghi, a confederação está a referir-se ao relatório que foi publicado em setembro de 2024 pelo ex-presidente do BCE e ex-primeiro-ministro italiano sobre o horizonte da competitividade europeia, a pedido da Percentagem Europeia, que traça quatro pilares para prometer um “propagação poupado inclusivo” na União Europeia, assente numa “competitividade sustentável”, na “segurança económica”, numa “autonomia estratégica oportunidade” e numa “concorrência leal”.
Para a CCP, o “relatório Draghi” veio expor, “de forma desassombrada”, a veras de uma Europa “em perda face às duas maiores economias mundiais (EUA e China) e veio proteger a urgência de serem introduzidas mudanças profundas na política europeia”, cabendo a Portugal “ser secção no debate em torno das políticas europeias” através de um projecto estratégico.
“Consideramos que os últimos anos da vida pátrio têm sido marcados por um retardar de uma imprescindível mudança de ciclo em que a política tem vindo a estar, em grande medida, confinada à gestão dos ciclos conjunturais e às oscilações deles resultantes, fazendo com que, no precípuo, os sucessivos governos tenham vindo a adotar uma risco de perenidade, unicamente ajustada pela programação dos fundos europeus e pelos objetivos por estes fixados”, refere.
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