O grupo espanhol Barceló, segunda maior masmorra hoteleira de Espanha e uma das 30 maiores do mundo, está a estudar a hipótese de vir a instalar-se em Moçambique com um hotel em Maputo e ligações aéreas directas de Madrid e Lisboa para a capital moçambicana.

O interesse foi manifestado por Simón Pedro Barceló, vice-presidente da empresa, depois de um encontro, em Sevilha, com o Presidente Daniel Chapo, à margem da 4.ª Conferência das Nações Unidas sobre o Financiamento ao Desenvolvimento.

“A primeira coisa é, naturalmente, saber o país. Queremos combinar hotelaria urbana e de lazer: inaugurar com uma unidade na capital e desenvolver um projecto numa praia do Índico. Se a procura surgir em Espanha e Portugal, faz todo o sentido voarmos directamente de Madrid ou Lisboa para Maputo”, declarou.

A Barceló detém mais de 300 hotéis em 28 países, opera 700 agências de viagens e possui uma companhia aérea interna. Em 2023, a facturação aproximou-se dos 4,6 milénio milhões de dólares (295 milénio milhões de meticais).

A Barceló detém mais de 300 hotéis em 28 países, opera 700 agências de viagens e possui uma companhia aérea interna

O oceano Índico é já um eixo estratégico para a marca. Depois das Maldivas, a masmorra prepara um novo investimento em Zanzibar para o próximo ano e mantém as Maurícias no radar. Moçambique surge agora uma vez que passo lógico na expansão regional.

Em 2024, as receitas provenientes de turistas estrangeiros ascenderam a 221,2 milhões de dólares (14,2 milénio milhões de meticais). O Programa Quinquenal do Governo 2025-29 fixa a meta de 391,9 milhões de dólares (25,1 milénio milhões de meticais) em 2029, elevando o contributo do turismo de 4% para 6% do PIB. No mesmo período, o serviço directo no sector deverá passar de 14 603 para 22 115 trabalhadores.

Para executar estas metas, o Executivo pretende atrair grandes operadores internacionais, promover eventos de dimensão mundial e substanciar o marketing do dedo, posicionando Moçambique uma vez que sorte competitivo de negócios e lazer. A eventual ingressão da Barceló — combinando hotel, filial de viagens e voos directos — encaixa neste roteiro e poderá variar mercados de origem, hoje ainda muito concentrados na África Sul.

Manadeira: Lusa

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