O Taobao, plataforma lançada pela Alibaba em 2003 e líder do negócio eletrónico na China, indicou, num enviado divulgado através da rede social WeChat, que os 50 milénio milhões de yuan (5,92 milénio milhões de euros) serão atribuídos “diretamente a consumidores e comerciantes”, ao longo de um período de 12 meses, com início hoje.
As medidas de incentivo, focadas sobretudo na funcionalidade de “compras relâmpago” da emprego, incluirão “envelopes vermelhos” – versão do dedo dos tradicionais presentes monetários -, descontos em produtos, entregas gratuitas e reduções nas comissões cobradas aos vendedores.
Segundo a empresa, as ofertas visam “proporcionar aos consumidores experiências e serviços preferenciais e mais convenientes, estimulando ainda mais a vitalidade do consumo”.
A decisão surge num momento em que Pequim tenta contrariar as pressões deflacionistas que ameaçam travar o prolongamento poupado, num cenário já marcado por uma prolongada crise no setor imobiliário, queda nas exportações e consumo interno em desaceleração.
Desde o ano pretérito, as autoridades chinesas têm implementado várias medidas para impulsionar a procura interna, incluindo cortes nas taxas de renda, estímulos ao setor imobiliário e incentivos à compra de automóveis e eletrodomésticos.
Os resultados, no entanto, têm sido mistos: embora as vendas a retalho – principal indicador do consumo privado – tenham registado uma aceleração em maio, os preços de venda no setor imobiliário continuaram a desabar nesse mesmo período.
Na terça-feira, o Presidente chinês, Xi Jinping, apelou a esforços para “promover a construção de um mercado vernáculo unificado”, durante uma reunião de cima nível sobre política económica, segundo noticiou a escritório noticiosa solene Xinhua.
Durante o encontro, os dirigentes chineses defenderam ainda uma melhor regulação da “concorrência desordenada baseada em preços baixos” entre empresas.
“Num momento em que a economia chinesa enfrenta pressões deflacionistas e um mercado de trabalho frágil, o Governo procura responder a esses desafios pelo lado da oferta”, comentou o presidente da Pinpoint Asset Management, Zhiwei Zhang, depois a reunião. “A prioridade parece ser evitar a concorrência excessiva”, acrescentou.
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