Comité de Assuntos Públicos, um órgão formado por líderes religiosos do Malawi, solicitou com urgência, encontros separados com o presidente, Lazarus Chakwera e seu opositor, Peter Mutharika, para travar a vaga de violência que tem um potencial de instalar desordem no país.
A posição deste órgão religioso, surge depois que alguns membros do Partido Democrático Progressista DPP, a maior força política na oposição, prometeu retaliar os actos bárbaros que aconteceram no último fim-de-semana na cidade de Lilongwe, onde indivíduos desconhecidos agrediram com recurso a armas brancas, o grupo de cidadãos que queriam se manifestar em exigência da repúdio da presidente da percentagem eleitoral por alegada parcialidade.
Face a estes actos violentos, um outro grupo de cidadãos, veio ao público anunciar ter identificado todos os protagonistas desta desumanidade e prometeu escalar porta a porta, na próxima sexta-feira, para retaliar.
O pregão, preocupou não somente os religiosos, mas também especialistas em segurança e política, que alertam que o Malawi corre o risco de degenerar em desordem, precisando o governo se posicionar para por término nascente impasse.
Teme-se que, caso esta retaliação se efective na próxima sexta-feira, haverá uma repetição do que aconteceu no pretérito, onde cidadãos indefesos morreram e outros perderam as suas propriedades.
O presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, aceitou o invitação para o encontro com os líderes religiosos, enquanto que Peter Mutharika continua no silêncio.
Enquanto a reunião não se efectiva, Chakwera já solicitou um relatório exaustivo à polícia da república, para dentro de 24 horas explicar o sucedido no último fim-de-semana.
Isto acontece numa profundidade em que o patrão do estado maior general da Força de Resguardo do Malawi, Paul Valentino Phiri negou as alegações que sugerem que os militares foram cúmplices desta violência de Lilongwe.
À vista da polícia e militares, os homens desconhecidos, incendiaram veículos, saquearam bens e espancaram os organizadores dos protestos incluindo jornalistas.
Mas Phiri disse que os militares nunca poderiam ser cúmplices de violência, pois pelas suas palavras, é preciso entender que questões de segurança interna são da cultura da polícia e os militares só são chamados para ajudar quando a corporação está sobrecarregada.
Momentos tensos, quando somente faltam 72 dias para a realização das eleições gerais no Malawi. (RM Blantyre)
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