A vice-governadora do Banco Vernáculo de Angola (BNA), Maria Juliana de Fontes Pereira, destacou nesta terça-feira, 1 de Julho, a cooperação com instituições financeiras internacionais, entre as quais o banco medial de França, fundamental para o reforço das capacidades internas da instituição angolana.
De conciliação com a Lusa, Juliana Pereira intervinha na terceira edição da Conferência de Sustentabilidade na Carteira, promovida pela Associação Angolana de Bancos (Abanc), que decorre nesta terça-feira, na capital angolana Luanda, sob o tema “Financiamento Sustentável e a Valimento de uma Taxonomia Climática e Social para Angola”.
Segundo a vice-governadora do banco medial angolano, tem sido fundamental a cooperação com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o banco medial de França para o reforço das capacidades internas do BNA, no quadro dos seus pilares estratégicos, governação corporativa, política, monetária, de regulação e supervisão prudencial.a d v e r t i s e m e n t
“Levante escora tem permitido ao BNA desenvolver ferramentas e metodologias robustas que asseguram uma abordagem transversal à sustentabilidade, tanto nas suas operações internas porquê no papel catalisador que exerce sobre o sistema financeiro pátrio”, frisou Pereira.
Em declarações à prensa, a responsável destacou que são apoios sobretudo ligados à formação, o principal foco neste momento do banco medial angolano, para “nivelar as equipas” e para repassar ao sistema novas estratégias adquiridas destas instituições, já muito avançadas nestas matérias.
Por outro lado, o presidente da Abanc, Mário Promanação, referiu que a sustentabilidade deixou de ser um tema marginal ou nicho, sendo agora uma exigência dos mercados, dos reguladores, dos investidores e das gerações futuras.
O representante destacou que o BNA já publicou regulamentação, entregando explicitamente factores ambientais, sociais e de governação na gestão de riscos de créditos, exigindo reporte anual de sustentabilidade às instituições bancárias, enquanto, por sua iniciativa, os bancos comerciais já publicam relatórios de sustentabilidade.
“Por sua vez, começámos a testemunhar a exigências por secção de alguns correspondentes internacionais, nomeadamente parceiros de ressarcimento em dólares e euros, sobretudo bancos europeus e norte-americanos, que condicionam a disponibilização de linhas de financiamento a processos robustos de gestão ambiental e social”, salientou.
De conciliação com o presidente, a cooperação técnica que alguns bancos têm com a instituição francesa demonstra que a mesa angolana já está a responder, antecipando os requisitos das directivas europeias das melhores práticas internacionais. “Estes avanços mostram que a sustentabilidade já deixou de ser uma opção para passar a ser um critério de competitividade, para entrada a capital, para manutenção de correspondentes e para reforço da crédito dos investidores”, sublinhou.
Desafios e necessidades para solidar a sustentabilidade
Apesar dos progressos, falta uma linguagem generalidade, considerou Mário Promanação, “que dê transparência ao mercado sobre o que é ou não é operosidade sustentável em Angola”.
O responsável sublinhou que ainda não existe um quadro regulatório que aborde a questão da sustentabilidade, existem somente algumas exigências do BNA para esse tema, nomeadamente o dos riscos climáticos e sociais, “mas não num quadro estruturado”.
Para o presidente da Abanc, o tema da sustentabilidade exige uma linguagem generalidade, uma risca de orientação sobre o impacto. Referindo-se à situação do sector bancário angolano, o responsável sublinhou que as preocupações coincidem com o resto da economia do país, designadamente o desenvolvimento e desenvolvimento parcimonioso.
Segundo Promanação, o sector bancário tem contribuído para a diversificação económica, financiando o sector real da economia e capacitando as empresas do ponto de vista financeiro.
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