A informação consta do relatório de contas apresentado à Percentagem do Mercado de Valores Mobiliários, que dá conta de um totalidade de 176.727.284 de passageiros transportados em 2024.
O valor é a soma dos passageiros com título válido (171.898.118, mais 6,3% do que em 2023) e das situações de fraude (ingressão sem remunerar), que ascenderam a 4.829.166 (mais 18,1%).
De conformidade com o relatório, o impacto na procura deve-se à ingressão em vigor de duas medidas de gratuitidade para os jovens, a partir de 01 de janeiro de 2024: o passe Navegante, nas modalidades sub 18+TP e estudante sub 23+TP, passou a ser totalmente gratuito para todos os estudantes até aos 23 anos de idade.
Em 01 de dezembro de 2024, foi alargada a gratuitidade do passe a todos os jovens até aos 23 anos.
Já no contexto dos títulos pagos, houve um acréscimo de 8,3%. Face à estimativa inscrita no Projecto de Atividades e Orçamento (PAO), foi registado um acréscimo de 3,1% nos passageiros com título pago e de 1,4% nos passageiros totais.
Em termos de oferta de serviço, os trabalhos em curso no novo Sistema de Sinalização Ferroviária e no projeto de expansão da Risca Circundar obrigaram a uma subtracção da oferta com impacto na procura.
“Verificaram-se encerramentos de troços e estações nas linhas Virente e Amarela durante o período de 03 a 19 de agosto e os constrangimentos associados ao desenvolvimento destes investimentos levaram a que os valores de procura não fossem mais expressivos. Nos últimos dois meses do ano, verificaram-se três greves parciais com impacto no serviço e consequentemente nos valores de procura: as greves de 06 de novembro, 14 de novembro e 03 de dezembro iniciaram-se com a buraco da exploração tiveram duração até às 10:00”, é referido.
De conformidade com os dados do relatório, em 2024 a disponibilidade média da frota no período de ponta da manhã de dia útil registou 95,3 composições disponíveis para serviço público, para uma urgência máxima diária de 91 composições, representando um aumento de 3% face ao período homólogo.
Ao nível da infraestrutura principal, e na sequência da modificação do sistema de sinalização (CBTC), “registaram-se níveis de desempenho técnico inferiores aos de 2023”.
Em alguns meses, a indisponibilidade mensal superou o valor supremo estabelecido de quatro horas acumuladas por mês em toda a rede, sendo que o valor médio ao longo do ano foi de 3,44 horas.
Também ao nível da fiabilidade da infraestrutura principal registou-se um valor médio de 96 horas entre falhas, aquém dos objetivos de qualidade definidos para estas infraestruturas.
Em relação aos recursos humanos, em 2024 o Metro de Lisboa deu perpetuidade ao processo, iniciado em 2018, de recrutamento de novos elementos para as áreas mercantil e de manutenção, mas também de técnicos superiores.
“Com a aprovação do PAO para o manobra de 2024, foi estendido o prazo da contratação de 53 trabalhadores, sendo que o preenchimento destas vagas […] iria possibilitar a concretização de concursos internos para a formação de maquinistas, reforçando os planos de oferta inerentes ao Projecto de Expansão da Rede”, indica o grupo.
No entanto, ao longo do ano foram celebradas somente 25 admissões oriundas da autorização do expansão de quadros devido à escassez de profissionais no mercado e das expressivas expectativas salariais de técnicos qualificados.
Incluindo as admissões por substituição, o totalidade traduziu-se em 40 contratações: 13 agentes de tráfico, 13 técnicos superiores, dois inspetores de obra e 12 oficiais de manutenção.
O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Virente (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião). Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e as 01:00.
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