Os principais índices do outro lado do Atlântico arrancaram a negociação do segundo semestre com uma tendência mista. O industrial Dow Jones manteve-se sempre à tona, mas o Standard & Poor’s 500 e o Nasdaq Composite cederam terreno, depois de ontem terem estabelecido novos máximos históricos.


O Dow fechou a somar 0,91% para 44.494,94 pontos. Por seu lado, o S&P 500 – que chegou a conseguiu inverter momentaneamente das quedas na reta final da negociação, mas acabando por revir ao vermelho, encerrou com uma descida marginal de 0,11% para 6.198,01 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite recuou 0,82% para 20.202,89 pontos.


O movimento de rotação parece estar de volta – mas resta saber se é para insistir. E fala-se de rotação porque se trata de uma transferência de interesses e não de uma saída em volume do mercado. Ou seja, os investidores estão a largar títulos caros, porquê as “big tech”, e a apostar em ações de valor, baratas e de “small cap”.


Entre as ações que mais se destacaram esteve a Tesla – pela negativa. A trabalhador de veículos elétricos liderada por Elon Musk encerrou a desabar 5,34% para 300,71 dólares, num dia em que Trump e Musk trocaram “galhardetes”.


O encarregado da Morada Branca – que viu o Senado validar hoje a sua lei orçamental, que prevê grandes cortes de impostos (e com a qual Musk não concordava) – aludiu à possibilidade de retirar subsídios às empresas do CEO da Tesla e rever o seu regimento de imigrante (com a ameaço velada de o deportar).


Hoje, no Fórum do BCE em Sintra, o presidente da Suplente Federalista norte-americana, Jerome Powell, reiterou que o banco mediano já teria provavelmente procedido a novos cortes dos juros diretores (depois da redução, em 100 pontos-base, no ano pretérito) se não fossem as tarifas do Presidente Donald Trump. Ainda assim, quando questionado sobre se um golpe da taxa dos fundos federais na reunião deste mês seria exagerado cedo, Powell não excluiu essa possibilidade.


O mercado espera agora pelo relatório do trabalho nos EUA, relativo a junho, que será divulgado na quinta-feira – esperando-se uma desaceleração no desenvolvimento dos salários não-agrícolas e um ligeiro aumento da taxa de desemprego.

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