O director-geral da Solenta Aviation Mozambique, Brian Holmes, considerou “irregular” a lentidão na emissão da licença para iniciar operações no País, acrescentando que quatro aeronaves já se encontram em Maputo.

De convenção com o responsável da companhia aérea de origem sul-africana, a empresa já preencheu todas as condições técnicas e operacionais, e pagou, ainda em Maio, todas as taxas devidas, estando no momento a esperar pela licença.

“O que posso manifestar é que não normal. Pior quando não temos nenhuma resposta solene a manifestar a razão de não ter ainda sido emitida a licença para o início das operações”, afirmou Holmes em entrevista à Lusa.

Segundo o director, o normal é que a licença para operar seja emitida num período de dois ou três dias em seguida o pagamento, recordando que o presidente do Instituto de Aviação Social de Moçambique (IACM), João de Abreu, disse, publicamente, que a Solenta devia iniciar a operar os voos domésticos em Junho, o que ainda não aconteceu.

Presentemente, o mercado desatento doméstico conta unicamente com voos assegurados pela estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que se encontra em processo de restruturação.

A LAM deixou praticamente de realizar voos internacionais, concentrando-se nas ligações internas, e encontra-se em processo de compra de novas aeronaves, em seguida problemas operacionais sistemáticos nos últimos anos, em que o cenário de voos cancelados e atrasados se tornou habitual.

Presentemente, a Solenta conta com quatro aeronaves, todas Embraer 145, para a operação doméstica em Moçambique, sendo que uma será usada em voos ‘charter’ pela indústria petrolífera e duas destinar-se-ão às rotas Maputo-Tete-Maputo, Maputo-Orla-Maputo, Maputo-Quelimane-Maputo e Maputo-Nampula-Maputo.

“Uma outra aeroplano será adicionada para voar para Joanesburgo, na África do Sul, e Vilankulo, região turístico na província de Inhambane, Sul de Moçambique, a pedido dos operadores turísticos”, acrescentou o director-geral da companhia.

Brian Holmes esclareceu que a Solenta não quer entrar numa “guerra dos preços”, mas sim vender “serviços de crédito”, que já criou 120 postos de trabalho directos, entre pilotos, mecânicos, assistentes de bordo, lojas de venda e provedores de serviços, através de novas contratações.

A companhia esteve presente no solo e no ar moçambicanos até 2019, tendo portanto suspendido as operações, devido ao “excesso de oferta” e “prejuízos acumulados”, num contexto em que a LAM e a Ethiopian Airlines operavam a nível doméstico.

Para além da Solenta, outras transportadoras estrangeiras uma vez que a Fast Jet, a Air France, a Emirates e a Air Link também já manifestaram interesse em operar em Moçambique, juntando-se a companhias já em operação uma vez que a TAAG, TAP, Qatar Airways, Turkish Airlines e Kenya Airways, que regressou recentemente ao País.

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts