Para o governante, houve uma “atitude paternalista do Estado” que “decidiu que devia socializar perdas de quem fez investimentos errados”.
“Não temos de ter uma socialização de maus negócios de investimento”, indicou, na conferência da Associação Business Roundtable Portugal (BRP), no Porto.
“Quando alguém está a fazer o seu negócio deve relatar com o país, com a sociedade e com o Estado”, mas não para “amparar as perdas causadas por decisões erradas”.
Leitão Amaro realçou que o base do Estado deve estar alocado às pessoas e famílias em dificuldades.
O ministro defendeu ainda uma “política de imigração mais regulada”, apontando a urgência de “redirecionar o fluxo para atração de talento mais qualificado” e defendendo que quando se recruta é preciso gerar condições para a integração.
Ainda sobre a imigração, o ex-primeiro-ministro Durão Barroso, também presente no evento, defendeu um “estabilidade”.
“Eu tenho dito já há muitos anos, antes deste debate agora que está a ver, portas abertas, sim, portas escancaradas, não”, destacou, mas salientando que sem imigrantes Portugal “parava”.
“A verdade é esta, e se não fizermos isto, vamos ter movimentos radicais, populistas, xenófobos, até racistas”, alertou, apontando uma “imigração regulamentada, com estabilidade” e também “humanismo”, uma vez que a estudo da situação dos refugiados, que diz o país ter “obrigação de albergar”.
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