Mais de duas milénio crianças que sofriam de fome foram assistidas, desde 2021, no contextura de um projecto de nutrição da Instalação de Humanitarismo Tzu Chi, em Sofala, uma província em que 35% dos menores sofre de fome crónica, segundo dados estatísticos.

A iniciativa, que se enquadra no contextura dos esforços da Tzu Chi para concordar as comunidades dos distritos de Buzi, Nhamatanda, Dondo e Beirada, baseou-se na distribuição mensal de papas fortificadas para os menores e na de cestas básicas para as famílias das crianças.

Vannesia Figueiredo, coordenadora do Projecto de Reparação Nutricional na Instalação Tzu Chi Moçambique, citada num enviado de prensa, afirmou que, com nascente projecto, pretende-se “expulsar a fome aguda grave, principalmente nesta província. Devido ao grave nível socioeconómico, há uma subida incidência de fome.”

De combinação com a mesma manadeira, além das papas fortificadas e cestas básicas, o projecto investiu em demonstrações culinárias, de modo a incentivar e educar as famílias a realizarem práticas saudáveis e mais nutritivas, no dia-a-dia, com provisões produzidos localmente, no sentido de combater a fome.

O projecto, realizado semestralmente, abrange nove pontos destes distritos Buzi, Nhamatanda, Dondo e Beirada, numa província ciclicamente afectada por desastres naturais.

“Nós estamos mais focados nas crianças, apesar de também apoiarmos as famílias. Há pelo menos três tipos de fome que afectam as crianças – a fome aguda grave, a aguda moderada e alguns casos de vulnerabilidade”, explicou Vannesia Figueiredo.

Dados da Direcção Provincial da Cultura e Pescas de Sofala, em 2024, referiam que 35,9% das crianças, dos 0 aos 5 anos, sofriam de fome crónica naquela província, um problema agravado, nos últimos anos, pelo impacto das mudanças climáticas na região, fenómenos que têm restringido a produção agrícola.

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