O “stock” das prateleiras vai desaparecendo, a queixa por infração de roubo é apresentada à polícia, mas as condenações ficam por terreno. Na Alemanha, as lojas de retalho têm sido cada vez mais alvos de roubos, sobretudo por secção de grupos criminosos. Aliás, no ano pretérito, as perdas de inventário dos negócios germânicos subiram 3% para o valor mais saliente alguma vez registado: 4,95 milénio milhões de euros. 


O instituto EHI Retail, com sede em Colónia e citado pela Bloomberg, explica que o aumento se deve, em privado, à subida de 5% dos furtos em loja e a um número crescente de grupos criminosos organizados, ligados a respeito de um terço das perdas totais registadas em 2024. Por cada infração, estes grupos desviam produtos no valor de 1.000 euros. 


O aumento das caixas de “self checkout” também terá contribuído para os roubos – daí a que tenha de digitalizar o código de barras para poder trespassar num supermercado, por exemplo.


E os bens visados têm sempre o mesmo formato: pequenos em tamanho, mas grandes em valor. No topo da lista de produtos preferidos dos ladrões estão álcool e caixas de moca nos supermercados, perfumes e lâminas de barbear nas farmácias, produtos eletrónicos uma vez que telemóveis e, evidente, roupa de marca.


Os negócios alemães fazem o que podem para evitar estas situações, mas os criminosos acabam por passar por despercebidos: 98% dos casos não são detetados, mesmo que os dados da polícia alemã tenham mostrado um declínio no número de casos de roubo em lojas a partir de 2023, indica a Bloomberg.


As lojas de retalho apostam, sobretudo, no reforço em medidas de segurança, uma vez que câmaras de vigilância com softwares avançados, mais seguranças – o que tem beneficiado empresas uma vez que a Securitas -, detetives internos e expositores que guardam bens à chave. No entanto, esta aposta das lojas reflete-se da pior forma na carteira dos clientes. O relatório, fundamentado em dados de 98 retalhistas na Alemanha que operam em mais de 17 milénio lojas, conclui que os esforços de prevenção e de combate ao roubo fizeram com que os preços aumentassem em tapume de 1,5%.


Esta subida “provocada”, aliada à inflação, encareceu os bens de uso quotidiano. “É difícil manifestar se as pessoas já não têm numerário para comprar determinados artigos ou se se trata, em secção, de uma forma de protesto contra o facto de terem de remunerar preços tão elevados”, disse Frank Horst, responsável do estudo.


E porque não denunciar? “Muitos retalhistas sentem-se frustrados porque as denúncias à polícia raramente levam a condenações. Por isso, evitam o esforço burocrático envolvido na apresentação de uma queixa criminal”, explicou Stefan Genth, diretor executivo da associação alemã de retalhistas HDE.


Antes, as lojas investem também na formação dos seus funcionários, mas admitem que não há staff qualificado para estar sisudo a tudo. Encontrar o estabilidade correto é também um problema. Nos Estados Unidos, trancar os produtos de uso quotidiano teve um efeito contrário: frustrou os clientes, que passaram comprar menos e sobrecarregam os funcionários. Outrossim, levou ainda a que mais pessoas preferissem fazer compras online.


Conscientes do riscos, os retalhistas dizem que, por vezes, não há uma solução melhor, “caso contrário, as taxas de perda são exagerado elevadas”, clarificou o responsável do estudo.


A Alemanha não é a única a combater levante problema. No Reino Uno, os roubos no retalho atingiram perdas recorde de 2,2 milénio milhões de libras (2,58 milénio milhões de euros).

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