Os principais índices norte-americanos terminaram a semana em subida, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite a encerrarem a semana com um novo supremo de fecho.


Durante o dia, os investidores pesaram uma maior aposta de novos cortes nas taxas diretoras contra afirmações do Presidente norte-americano, Donald Trump, que disse que iria terminar todas as discussões comerciais com o Canadá, alimentando as incertezas sobre o progresso das negociações com os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos (EUA).


O S&P 500 avançou 0,52% para os 6.173,10 pontos, superando o último supremo histórico atingido em meados de fevereiro. O Nasdaq Composite somou também 0,52% para um novo recorde de fecho de 20.273,46 pontos. Já o Dow Jones ganhou 1% para 43.819,27 pontos.


Trump ameaçou impor uma novidade taxa alfandegária sobre produtos importados do Canadá na próxima semana, depois de o país vizinho dos EUA ter implementado um imposto sobre os serviços digitais.


Uma recuperação anterior das ações foi em segmento impulsionada pelas observações de Trump, citadas pela Bloomberg, de que os EUA tinham finalizado acordos comerciais com “provavelmente quatro ou cinco países diferentes”, nomeadamente entendimentos com a China e o Reino Unificado, tendo lembrado que “o prazo [de 9 de julho] que se aproxima é o do término da atual trégua nas tarifas recíprocas”.


“A não ser que seja prolongada – ou substituída por um tanto mais concreto – podemos estar perante uma novidade vaga de tensões comerciais”, disse à Bloomberg Fawad Razaqzada, do City Índice.


Em abril, Trump suspendeu temporariamente as tarifas sobre dezenas de parceiros comerciais durante três meses. Desde portanto, a rápida recuperação das ações tem desafiado as expectativas de Wall Street, sublinhando a crença dos investidores de que a maior economia mundial está a resistir à incerteza política.


No projecto da política monetária, dados económicos do lado de lá do Atlântico revelaram que as despesas de consumo dos EUA registaram no mês de maio o maior declínio desde o início do ano. Embora o índice subjacente das despesas de consumo pessoal (PCE, na {sigla} em inglês) tenha aumentado 0,2% em ergástulo – ligeiramente mais do que o esperado – os dados já conhecidos deverão permitir à Fed retomar a flexibilização das taxas no segundo semestre deste ano.


“Juntamente com a desaceleração dos rendimentos e dos gastos das famílias, a inflação PCE [homóloga] de maio permaneceu perto o suficiente da meta de 2% da Fed para manter vivas as esperanças de um namoro precoce das taxas”, disse à Bloomberg Gary Schlossberg, do Wells Fargo Investment Institute.


Aproximando-se o final do segundo trimestre, Wall Street prevê um prolongamento dos lucros de 2,8% em relação ao segundo trimestre do ano pretérito, de pacto com dados compilados pela Bloomberg Intelligence. A confirmar-se, levante seria o menor aumento em muro de dois anos.


Nesta risco, o risco de uma bolha especulativa parece estar a aumentar à medida que as expectativas de cortes nas taxas atraem enormes fluxos de investimento, de pacto com um técnico do Bank of America. Desde o início do ano, 164 milénio milhões de dólares já foram investidos em ações norte-americanas, o que representa a terceira maior ingressão anual de capital de sempre, segundo dados da EPFR Global.


Entre os movimentos do mercado, a Nike fechou o dia a disparar mais de 15%, depois de a empresa de vestuário desportivo ter dito que o declínio das vendas ao longo do ano está a inaugurar a diminuir, o que sugere que as medidas estratégicas do novo diretor executivo Elliott Hill estão a dar frutos.

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts