O ex-presidente da AICEP Ricardo Arroja considerou esta quinta-feira que a sua exoneração de presidente da entidade é um desenlace tão legítimo por segmento do novo titular da pasta da Economia porquê incorrecto, oferecido o trabalho desenvolvido.


A Solução do Recomendação de Ministros (RCM) n.º 104/2025, hoje publicada em Quotidiano da República, exonera Ricardo Arroja de presidente da Dependência para o Investimento e Transacção Extrínseco (AICEP), missão que assumiu há pouco mais de um ano, e nomeia Madalena Oliveira e Silva para o missão.


“A minha exoneração enquanto presidente executivo do Recomendação de Governo da AICEP E.P.E.”, estipulada através de RCM, “à qual, por consequência, se juntará também a minha saída da função de presidente não executivo (e não remunerado) do Recomendação de Governo da AICEP Global Parques, S.A., constitui, assim, um desenlace tão legítimo, por segmento do novo titular da pasta da Economia, quanto, a meu ver, incorrecto, oferecido o trabalho desenvolvido”, afirma em enviado.


“Além das múltiplas iniciativas de capacitação interna e de exórdio da AICEP, E.P.E. ao exterior — à sociedade social, empresas, associações e também a outros organismos públicos — que o Recomendação de Governo, por mim liderado, teve oportunidade de dinamizar, mantivemos também atividade administrativa e mercantil sempre intensa”, salienta o executivo.


Numa organização que emprega quase 500 pessoas, situadas em diferentes localizações em Portugal e no estrangeiro, o Recomendação de Governo (CA) da AICEP “foi constituído, e muito, mediante a inclusão de pessoas com diferentes perfis e com os seus pelouros funcionais perfeitamente identificados”, aponta.


“No que a mim diz reverência, ao longo do último ano, desdobrei-me entre múltiplas iniciativas, incluindo, para além de todo o trabalho no seio da organização, mais de 300 ações — entre reuniões dos conselhos de governo do universo AICEP, assembleias gerais, reuniões externas com empresas e entidades diversas, reuniões com membros do Governo, embaixadores e governantes estrangeiros, eventos e visitas institucionais — incluindo murado de 60 intervenções públicas, 15 missões ao estrangeiro e cinco entrevistas em nome da AICEP”, elenca Ricardo Arroja.


O gestor relata que na passada quarta-feira, 18 de junho, “na sequência da recente mudança orgânica do Governo”, foi convocado para uma reunião com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.


“No encontro, que se realizou na sexta-feira, dia 20/06/2025, no qual compareceu também o senhor secretário de Estado da Economia (engenheiro João Rui Ferreira), o ministro comunicou-me a sua vontade de ter avante da AICEP (…) um perfil dissemelhante do meu”, prossegue.


“Depois reflexão pessoal e familiar, concluí que não me caberia assumir o ónus dessa vontade, mais ainda, tendo liderado um recomendação de governo que sempre funcionou de forma colegial e consensual, no contexto do seu projecto estratégico, por sua vez, desempenado com o projecto do Governo”, sublinha.


Ou seja, “uma equipa de gestão que”, elenca, “apresentou bons resultados em matérias de investimento, conforme publicamente enaltecido pelo Governo em diversas ocasiões, incluindo pelo senhor primeiro-ministro; inaugurou o Pavilhão Pátrio de Portugal na Expo Osaka 2025 nos prazos e termos previstos e espoletou importantes reformas ao funcionamento interno da organização, a término do seu papel na atribuição de apoios europeus à internacionalização empresarial”.


Ricardo Arroja recorda que teve “oportunidade de alertar” numa entrevista ao ECO — Economia Online em novembro do ano pretérito que “‘é preciso que os concursos que saem a público venham dotados de todas as ferramentas para estudo das respetivas candidaturas'”.


Mas “‘infelizmente, nem sempre acontece. É importante que os políticos também tenham noção disto, não só a nossa tutela direta, mas também a tutela que tem a seu missão a AD&C”, disse na profundeza na entrevista que cita no enviado.


“Trata-se de uma sátira que, à data presente, mantém-se válida, num ano em que a pressão política para agilizar apoios é elevada, mas em que na prática, na carência de instrumentos de trabalho, são inviáveis maiores níveis de serviço”, aponta.


“Resta avultar que a superintendência dos fundos europeus estava, e está, sob tutela da pasta da Coesão, pasta que o Ministro Castro Almeida já tutelava antes e que agora acumula com a Economia”, constata.


Neste momento, “resta-me concordar a situação e desejar felicidades a todas as equipas no universo AICEP que tão muito me acolheram, aos diferentes gabinetes ministeriais e colegas dirigentes do setor público com quem colaborei, e às entidades do setor privado com quem contactei”.


“Caberá agora aos meus colegas de governo na AICEP, que se mantêm todos em funções e por quem nutro reverência e consideração profissional, continuarem a trilhar o caminho que juntos iniciámos e do qual sucesso libido. E, enfim, que o meu isolamento do missão, por vontade do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, constitua novo alerta sobre as más condições de trabalho que vigoram no contexto do sistema de gestão de fundos europeus e que sirva de mote para que, de uma vez por todas, os constrangimentos operacionais do referido sistema sejam resolvidos por segmento de quem tem essa incumbência, que não é a AICEP” porque “as equipas que diariamente trabalham nestes processos assim o merecem”, remata.

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