O ponto de partida é a reciclagem de velo e fibras sintéticas que, conjugada com técnicas ancestrais porquê a feltragem, o crochê ou o bordado, transforma o têxtil numa utensílio de arte que alerta para o impacto da poluição e os riscos do consumo excessivo.
Com isto em mente, Vanessa Barragão, uma artista têxtil portuguesa procedente de Albufeira, cria peças que evocam paisagens orgânicas e subaquáticas e é o rosto por detrás da exposição “Mergulho”, que inaugura esta quinta-feira, 26 de junho, no Núcleo Mercantil Colombo.
As suas peças são fortemente influenciadas pela presença do oceano e têm porquê inspiração a paixão pelas técnicas manuais, herdada das avós e da tradição familiar. Vanessa Barragão vê nesta arte “uma utensílio poderosa para sensibilizar sobre os efeitos da poluição, do consumo excessivo e da valimento de preservar técnicas e trabalhos manuais antigos”, segundo a nota enviada às redação que acompanha a apresentação da exposição “Mergulho”.
“Reconhecida pelo seu trabalho têxtil sustentável, Vanessa idealiza e cria paisagens visuais conjeturais e visionárias que evocam, de forma quase biomimética, a exuberância dos ecossistemas marinhos e o potencial regenerativo da natureza”, lê-se na mesma nota.
Para Bárbara Coutinho, diretora do MUDE e curadora da exposição, esta “alia sustentabilidade, tecnologia e trova visual”. “Com raízes na tradição artesanal e uma profunda consciência ecológica, Vanessa Barragão transforma resíduos da indústria têxtil em paisagens subaquáticas têxteis, utilizando técnicas porquê crochê, feltragem e tecelagem. O seu trabalho cruza a recuperação do saber-fazer manual com a urgência ambiental, propondo uma visão sátira e, ao mesmo tempo, poética, do mundo procedente. Cada obra é, por isso, de certa forma, um gesto de reparação simbólica — do planeta, das práticas humanas e da nossa relação com a natureza”, descreve.
De resto, a artista portuguesa em exposto em cidades porquê Sydney, Novidade Iorque, Londres e Tóquio, sendo autora de “Coral Vivo”, oferecido por Portugal às Nações Unidas ou de “Botanical Tapestry,” patente no London Heathrow Airport – Terminal 2.
No contexto da iniciativa “A Arte Chegou ao Colombo”, a exposição poderá ser visitada, gratuitamente, de 2ª-feira a domingo, das 10h00 às 22h00, entre 27 de junho e 31 de agosto, na rossio meão do núcleo mercantil, em Lisboa.
A exposição é ainda acompanhada por um programa de atividades para diferentes públicos, incluindo uma oficina de crochê para crianças dos 6 aos 12 anos, orientada pela própria artista.
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