A Confederação do Transacção e Serviços de Portugal (CCP) considera “positivo” o debate sobre os horários de funcionamento do setor, defendendo que é “indispensável” a geração de um grupo de trabalho de comitiva do tema.
Segundo um transmitido divulgado esta quarta-feira, na véspera de uma discussão na Reunião da República sobre o tema, a CCP disse ser “positivo que se promova um debate alargado e transversal em torno do regime dos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, incluindo o tema do fechamento ao domingo das grandes superfícies comerciais”.
Mas, a organização “considera indispensável e está oportunidade a dinamizar a geração de um grupo de Trabalho de comitiva do tema, reunindo os vários interesses em presença”.
“É verosímil concluir das análises que vamos fazendo que há uma significativa diferença entre o enquadramento lícito e a prática”, disse o presidente da confederação, João Vieira Lopes, citado na mesma nota.
A CCP, “constatando que Portugal tem uma das maiores janelas horárias de franqueza do transacção em termos europeus”, referiu que “a variação de soluções adotadas em diferentes países justifica o confronto de práticas e soluções, muito porquê a aferição dos correspondentes resultados”.
Para a CCP “o tema não é tabu”, segundo o presidente. Pelo contrário, indicou, “deve ser aprofundado e discutido seriamente e não de uma forma simplista ou partidariamente politizada”, lembrando que “envolve empresas de diversos formatos de transacção, trabalhadores e consumidores, não esquecendo a própria evolução do transacção eletrónico”.
“A CCP não recusa o princípio de introduzir restrições regulamentadas, que devem ser encontradas de uma forma equilibrada, mas entende porquê indispensável o debate esclarecido e participado sobre esta material”, destacou João Vieira Lopes.
“Estamos perante um tema que, regressando agora à agenda mediática, merece ser devidamente abordado por quem tem um efetivo conhecimento de motivo”, defendeu.
Para o dirigente associativo, é “indispensável enquadrá-lo tendo em conta os contributos das entidades mais representativas nos diferentes setores afetados, para elucidar e trazer um simples enquadramento aos decisores políticos”.
A Reunião da República vai debater, esta quinta-feira, um projeto de lei, de iniciativa cidadã, que pede o fechamento do transacção aos domingos e feriados e a redução do período de funcionamento até às 22:00.
A propósito do debate, haverá uma concentração de trabalhadores à porta da Reunião da República, com a presença do secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, e do Sindicato dos Trabalhadores do Transacção, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).
Os trabalhadores exigem um pagamento extra ao domingo e melhores condições de trabalho.
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