Mercados ignoram cessar-fogo instável e Ásia termina em subida. Europa aponta para ganhos


As bolsas asiáticas terminaram mais uma sessão em terreno positivo, já que os investidores parecem estar a interpretar o cessar-fogo entre Israel e o Irão porquê um sinal para voltar a investir em ativos de risco, ao mesmo tempo que deixam de lado preocupações maiores sobre um “choque energético”. 


Esta terça-feira, os dois países até agora em guerra parecem ter concordado com o consonância de cessar-fogo, anunciado pelo Presidente dos EUA no dia anterior. No entanto, Israel diz que vai responder aos ataques de mísseis iranianos que ocorreram depois do pregão de Donald Trump. Apesar de as “tréguas” serem bastante instáveis, os mercados estão a ignorar a possibilidade de Telavive e Teerão voltarem ao conflito. 


“Realisticamente, os mercados não se importam se um conflito restringido, formado principalmente por ataques aéreos, continuar entre os dois países”, disse à Reuters Kyle Rodda, exegeta de mercados financeiros da Capital.com. “O que realmente importa é a perspetiva de uma guerra mais alargada, com uma mediação dos EUA mais profunda e um bloqueio do Irão do Estreito de Ormuz. E, por enquanto, esses riscos parecem baixos”, explicou.


Neste contexto, o mercado segue otimista. Na China, o Shangai Composite subiu 0,4% e, em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,8%. No Japão, o Topix somou 0,05% e o Nikkei subiu 0,3%. Na Coreia do Sul, o Kospi, que na sessão anterior tinha registado a maior valorização entre as principais praças asiáticas, voltou a lucrar 0,17%. O MSCI para as ações asiáticas subiu 0,4%, somando-se ao aumento de mais de 2% da sessão anterior.


Pela Europa, o sentimento é semelhante, com os futuros do Euro Stoxx 50 a apontarem para uma subida de 0,3%, também depois de ontem Wall Street ter terminado em subida. 


O Presidente da Suplente Federalista, Jerome Powell, afirmou esta terça-feira, perante a Câmara dos Representantes, que “são possíveis muitos caminhos” para a política monetária, ao mesmo tempo que os dados mostram um esgotamento da crédito dos consumidores norte-americanos. 

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