a d v e r t i s e m e n tO ministro da Saúde, Ussene Isse, alertou esta segunda-feira, 23 de Junho, em Maputo, para os efeitos “alarmantes” da redução abrupta do financiamento internacional ao sector da saúde, apontando impactos em áreas porquê logística, fornecimento de medicamentos e recursos humanos, informou a filial Lusa.
“Estamos perante uma redução significativa e abrupta do financiamento internacional, tal qual impacto já se está a mostrar alarmante para o País”, afirmou o governante, durante a reunião bianual do sector, dedicada à definição de políticas e estratégias de saúde.
Em privado, destacou-se a suspensão da ajuda internacional dos Estados Unidos, em vigor desde Janeiro, que afecta vários países, incluindo Moçambique. Ussene Isse apelou a uma abordagem estratégica única e operacional para enfrentar os desafios actuais.a d v e r t i s e m e n t
O ministro sublinhou a urgência de se discutir novas formas de financiamento interno para o sector. “Precisamos de um projecto, um financiamento e uma única estratégia de monitoria”, afirmou, defendendo um diálogo vernáculo para prometer a sustentabilidade do sistema de saúde.
Por sua vez, o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Moçambique, Severin R. von Xylander, corroborou a preocupação do ministro, destacando os impactos negativos da quebra no base financeiro internacional.
Entre as prioridades destacadas por Ussene Isse estão o reforço da ergástulo de provisão de medicamentos, a planificação integrada desde o nível distrital e o fortalecimento da gestão das finanças públicas. O ministro defendeu ainda reformas dentro do próprio ministério, centradas nas necessidades dos doentes.
“Temos de fazer muito com os poucos recursos disponíveis. Tudo o que não beneficiar directamente os doentes não terá lugar no Ministério da Saúde”, concluiu.a d v e r t i s e m e n t
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