De convenção com o mais recente relatório da balança de pagamentos, do banco médio, as exportações de açúcar moçambicano renderam 24 milhões de dólares (20,8 milhões de euros) em 2023 e subiram para 36 milhões de dólares (31,1 milhões de euros) no ano pretérito.
“Levante comportamento deve-se à recuperação da produção depois os efeitos climáticos adversos ocorridos em 2023”, lê-se no documento.
Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a era chuvosa, que decorre entre outubro e abril.
O período pluvial de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, dois dos maiores de sempre a atingir o país.
A província de Sofala, no meio do território, tem sido das mais fustigadas pelas tempestades.
A Lusa noticiou anteriormente que a produção de açúcar na Açucareira de Mafambisse, na província de Sofala e uma das principais de Moçambique, estava em queda, devido aos efeitos combinados das intempéries e das alterações climáticas, segundo a gestão.
Um outro fator que influenciou na poderoso quebra de produção em anos anteriores foi a perda de tapume de 8.000 hectares de cana sacarina, matéria-prima para a produção de açúcar, devido aos efeitos das alterações climáticas, neste caso em Nhamatanda.
Localizada no posto administrativo de Mafambisse, no região do Dondo, esta açucareira tem capacidade instalada para produzir 92 milénio toneladas de açúcar por ano.
A Tongaat Hulett anunciou recentemente uma injeção de 500 milhões de rands (25 milhões de euros) nas açucareiras Mafambisse e Xinavane, ambas em Moçambique e nas quais o grupo sul-africano é acionista maioritário.
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