A mineradora australiana Syrah Resources, que opera no província de Balama, em Cabo Ténue, no Setentrião de Moçambique, anunciou nesta quinta-feira, 19 de Junho, que retomou a produção da grafite oriundo, destinada a baterias de carros eléctricos, em seguida seis meses de paragem provocada pela conflito social que se verificou no País.

Numa informação enviada aos mercados, e citada pela Lusa, a empresa esclarece que o “reinício da produção aconteceu depois de se ter restaurado, em 5 de Maio, o aproximação ao sítio de produção na sequência das actividades de remobilização, inspecção, manutenção e preparação”.

“A Syrah aumentará progressivamente a utilização da fábrica e os volumes de produção numa campanha operacional para reabastecer o ‘stock’ de produtos acabados. Sujeito à procura do mercado, esperamos continuar a operar a mina de Balama”, justifica.

Na publicação, a mineradora avança que “existe uma procura significativa e crescente pelos produtos da grafite oriundo, particularmente no mercado fora da China, devido a interrupções no fornecimento global, pelo que prevê estugar as entregas no terceiro trimestre deste ano”.

Porém, na informação sublinha que enunciação de “força maior” – que levou à suspensão da operosidade -, nos termos do Pacto de Mineração de Balama, “mantém-se em vigor, aguardando a retoma dos envios de produtos e uma revisão mais aprofundada do envolvente operacional”.

Em Dezembro do ano pretérito, a entidade declarou “força maior” e suspendeu as operações na mina de grafite de Balama, devido à crise política e social. A medida resultou na queda de 28% no valor das acções da empresa, que também enfrenta um incumprimento em empréstimos financiados pelo Governo dos Estados Unidos da América (EUA).

Na profundidade, a Syrah, fornecedora de grafite para baterias de veículos eléctricos, incluindo um contrato com a Tesla, destacou que os bloqueios impediram o transporte de materiais e levaram ao fecho temporário das operações, com os trabalhadores dispensados.

A empresa recebeu anteriormente um financiamento de 150 milhões de dólares do International Development Finance Corp., e outros 98 milhões do Departamento de Pujança dos EUA para concordar a mina de Balama e erigir uma fábrica de processamento nos EUA. No entanto, a instabilidade em Moçambique comprometeu o cumprimento dessas obrigações financeiras.

“Os impactos e a duração das acções de protesto desencadearam eventos de incumprimento nos empréstimos da empresa com a United States International Development Finance Corp. e o Departamento de Pujança dos EUA”. 

Moçambique viveu quase cinco meses de tensão pós-eleitoral, um momento marcado por manifestações gerais que originaram a morte de 390 pessoas durante os confrontos entre os civis e a polícia. A conflito,que causou prejuízos avultados para a economia, foi incentivada pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane que não reconheceu os resultados das eleições de 9 de Outubro de 2024, cuja vitória foi da Frelimo e do seu candidato, Daniel Chapo.

Em Abril, o Parlamento aprovou, por unanimidade, saudação e em definitivo, a lei do convenção político para pacificar o País, incluindo a revisão da Constituição da República e dos poderes do Presidente. O dispositivo lícito, legalizado pelas quatro bancadas que compõem o Parlamento moçambicano, tem por base o convenção entre o superintendente do Estado, Daniel Chapo, e todos os partidos políticos, assinado no pretérito dia 5 de Março e submetido à Parlamento da República para opinião com temperamento de urgência.

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