Um mês depois das eleições legislativas de 18 de maio, a novidade sondagem da Intercampus para o Negócios, CM e CMTV mostra que a esmagadora maioria dos inquiridos esperava um resultado mais plebeu do Chega, apesar de não possuir surpresa com a subida do partido liderado por André Ventura.


De negócio com o barómetro de junho, 74,7% referem que esperavam um resultado mais plebeu, sendo que 52% dizem não terem ficado surpreendidos, um valor ligeiramente superior (46,6%) aos que afirmaram o contrário.


A sondagem procurou ainda perceber até que ponto o Chega já está enraizado no eleitorado. Quando questionados sobre se conhece alguém que tenha votado neste partido, mais de 80% admitem que sim. Para a Intercampus, oriente resultado “talvez signifique que o Chega entrou decididamente na vida quotidiana dos portugueses.”

Intenções de voto pouco mudam


Somente um mês depois das eleições, porquê seria de esperar, os eleitores pouco alteraram as intenções de voto face ao resultado das legislativas. É o que conclui a Intercampus quando anula os indecisos da equação nas intenções de voto.


No entanto, para efeitos de estudo histórica dos barómetros e excluindo os abstencionistas (mantendo os indecisos), a sondagem de junho mostra que 27% dos inquiridos escolhem a Federação Democrática.


Nas eleições antecipadas de 18 de maio, a AD (PSD/CDS) reforçou a votação, conquistando 33,1% dos votos e 91 mandatos, o Chega ascendeu a segunda força política com 60 deputados, mais dois que o PS. O Livre subiu a representação parlamentar de 4 para 6 deputados. A Iniciativa Liberal conseguiu mais um deputado do que na legislatura anterior (9); o PCP perdeu um procuração (3); o BE ficou reduzido a deputada única, igualando o PAN e o JPP que se estreou na Tertúlia da República.


O segundo lugar é disputado taco a taco entre PS e Chega, com os socialistas a aparecerem com uma vantagem mínima. A Iniciativa Liberal, que se prepara para escolher novidade liderança, recolhe 7,6% das intenções de voto. O Livre segura o quinto lugar conseguido nas legislativas com 6,7% e o PAN (3,5%) coloca-se adiante da CDU (3,1%) e do Conjunto de Esquerda (1,6%) que regista uma queda considerável face ao último barómetro da Intercampus.


As intenções de voto no BE refletem também a avaliação que os eleitores fazem da imagem dos líderes partidários. Mariana Mortágua tem a pior pontuação na avaliação em que numa graduação de 1 a 5, 1 corresponde a uma atuação muito negativa e 5 a uma atuação muito positiva (sendo 3 o ponto médio, nem positivo nem negativo). De resto, a coordenadora vernáculo bloquista tem a queda mais acentuada face aos três estudos de opinião feitos oriente ano, juntamente com Pedro Nuno Santos que se demitiu da liderança do PS.


Aliás, não há um único líder que consiga uma pontuação positiva. As melhores classificações são conseguidas por Luís Montenegro e Rui Tavares, ambos com 2,9. Rui Rocha, que entretanto, também anunciou a saída da liderança da IL surge em terceiro com 2,8 pontos.

FICHA TÉCNICA

Objetivo: Sondagem realizada pela Intercampus para a CMTV, com o objetivo de saber a opinião dos portugueses sobre diversos temas da política vernáculo, incluindo a intenção de voto em eleições legislativas. Universo: População portuguesa, com 18 e mais anos de idade, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal Continental. Exemplar: A modelo é constituída por 616 entrevistas, com distribuição proporcional por género, idade e região. Seleção da modelo: A seleção do lar fez-se através da geração aleatória de números de telefone fixo / traste. No lar a seleção do respondente foi realizada através do método de quotas de género e idade (3 grupos). Foi elaborada uma matriz de quotas por Região (NUTSII), Género e Idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (31/12/2023) da Direção Universal da Gestão Interna (DGAI). Recolha da Informação: A informação foi recolhida através de entrevista telefónica, em totalidade privacidade. Os trabalhos de campo decorreram de 5 a 14 de junho de 2025. Margem de Erro: O erro supremo de amostragem deste estudo, para um pausa de crédito de 95%, é de 4%. Taxa de Resposta: A taxa de resposta obtida neste estudo foi de: 57,6%.

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