Em declarações aos jornalistas, à margem de um encontro do Juízo Parcimonioso e Social dos Açores (CESA), em Ponta Delgada, Piedade Lalanda reconheceu que, “infelizmente, a taxa de realização do Programa de Recuperação e Resiliência não se alterou muito” na região, mas salientou que está “melhor que a nível pátrio”, em que “não chega a 30%”, enquanto “os Açores estão com 35%”.
“A região está um bocadinho melhor do que o país, mas isso não é muito positivo considerando que o limite sumo [de execução do Programa de Recuperação e Resiliência] é junho de 2026”, afirmou.
Questionada sobre a possibilidade de os Açores não cumprirem todas as metas do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) dentro dos ‘timings’ estabelecidos, Piedade Lalanda admitiu que isso poderá intercorrer, salientando que “a região tem especificidades” pelo facto de ser um arquipélago.
A responsável pelo CESA admitiu que “alguns equipamentos podem não chegar a tempo, mesmo estando os concursos abertos”, além de existirem dificuldades de mão-de-obra, já que há “muitas obras para poucas empresas de construção social” nos Açores.
Ou por outra, acrescentou, alguns concursos ficaram “desertos e tiveram que ser repetidos”.
De qualquer forma, “há da segmento de todos os promotores de investimento uma consciência muito sátira que é necessário estugar a forma uma vez que os procedimentos estão sendo feitos”, notou Piedade Lalanda.
“Há cá aspetos de natureza burocrática, mas também técnica, até se calhar de uma premência de um reforço a nível de ‘task force’ para algumas das especificidades no contextura do do dedo e estudo de procedimentos”, afirmou ainda a presidente do CESA, reiterando a premência de “não se perder verbas” do PRR.
O Juízo das Finanças Públicas revelou hoje que três quartos dos 22.200 milhões de euros PRR do país não tinham realização orçamental no final de 2024, decorrido mais de metade do prazo previsto para a implementação do projecto.
De conciliação com o relatório “Evolução Orçamental das Administrações Públicas em 2024”, até ao final do ano pretérito tinham sido executados 5.457 milhões de euros dos 22.200 milhões do PRR, o equivalente a 24,6% do totalidade do projecto.
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