Wall Street em subida com Fed no horizonte. Preços do petróleo abrandam
As bolsas norte-americanas arrancaram a primeira sessão da semana em subida, numa profundeza em que a subida de preços do petróleo nos mercados internacionais vai desacelerando e os investidores parecem estar mais confiantes de que a guerra entre Israel e o Irão está controlada. O mercado antecipa agora a reunião da Suplente Federalista desta semana.
Nos primeiros minutos de negociação, o S&P 500 avança 0,76% para 6.022,18 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,94% para 19.588,38 pontos e o industrial Dow Jones salta 0,71% para 42.495,73 pontos.
Embora os investidores tenham adotado uma postura cautelosa no estalar do conflito, o sentimento melhorou esta segunda-feira, uma vez que o mercado acredita agora que os ataques não são suscetíveis de envolver mais países.
“A situação no Médio Oriente não está a fazer tremer o mercado, e é provável que se mantenha assim enquanto não houver uma escalada importante”, disse Enguerrand Artaz, gestor de fundos da La Financière de l’Echiquier, à Bloomberg. “Os mercados estão a seguir um poderoso impulso”, acrescentou.
Os ataques em curso no Médio Oriente têm até agora poupado as principais infraestruturas de exportação, o que tem feito com que os preços do “ouro preto” voltassem a acalmar depois de uma escalada de mais de 7% na semana passada, quando Israel atacou o Irão. Também não se deu o bloqueio do Estreito de Ormuz, via vital por onde passam muro de um quinto dos carregamentos diários de crude do mundo.
“O mercado prevê atualmente um conflito restringido, embora haja poucos indícios de que as hostilidades terminem rapidamente”, disse Jochen Stanzl, exegeta da CMC Markets. “Espera-se que os combates continuem inabaláveis esta semana, embora numa graduação limitada”. disse.
Alguns estrategas advertiram que o S&P 500 continua vulnerável, isto porque quanto mais largo for o conflito na região e quanto mais tempo resistir, mais negativo será para as ações norte-americanas, explicou a RBC Capital Markets LLC, numa nota citada pela Bloomberg. No pior dos cenários, dizem, o “benchmark” poderá voltar aos níveis de abril.
O mercado irá continuar a escoltar a situação no Médio Oriente, ao mesmo tempo que avalia a reunião de política monetária da Suplente Federalista desta semana. Os investidores não antecipam um galanteio neste encontro, e esperam que o presidente do banco medial, Jerome Powell, sublinhe o aumento da incerteza.
“O tom será provavelmente o de que não há pressa em reduzir as taxas, mas a Fed estará pronta a responder se as condições económicas o justificarem”, disse o exegeta.
Também em Washington, os republicanos do Senado vão hoje revelar os principais pormenores do projeto de lei orçamental de Donald Trump. O partido deverá fazer pressão para que se aprove o pacote fiscal de três biliões de dólares até 4 de julho.
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