A maior força da moeda única europeia perante a mote norte-americana não é uma grande preocupação para o Banco Mediano Europeu (BCE), considera Luis de Guindos, vice-presidente da poder monetária da Zona Euro.


De Guindos assinala que as tarifas irão condicionar o propagação parcimonioso e o nível de preços no conjunto da moeda única durante anos, mas salvaguarda que é reduzido o risco da inflação tombar para níveis exagerado baixos.


O BCE assinalou na última reunião uma pausa no refrigério da política monetária apesar das projeções apontarem para a inflação tombar inferior da meta de médio prazo de 2% devido ao contexto de subida do euro e dos baixos preços do petróleo.


“O risco de ‘undershooting’ é muito restringido, do meu ponto de vista”, indicou De Guindos numa entrevista esta segunda-feira à Reuters. “A nossa avaliação é de que os riscos para a inflação estão equilibrados”, acrescentou.


Sem confirmar a aposta do mercado de que o BCE exclusivamente reduzirá as taxas de rendimento mais uma vez nascente ano, De Guindos disse que “os mercados perceberam perfeitamente o que a presidente [Christine Lagarde] disse sobre estarmos numa boa posição. Acho que os mercados acreditam e já descontaram que estamos muito próximos do nosso objetivo de uma inflação de 2% no médio prazo”.


O euro acumula um lucro de 11% face ao dólar nos últimos três meses, atingindo máximos de quase quatro anos na quinta-feira, nos 1,1632 dólares, mas De Guindos frisou que a taxa de câmbio não tem mostrado sinais de volatilidade. “Penso que nos 1,15 dólares, a taxa de câmbio do euro não será um grande tropeço”, defendeu o responsável. 


De Guindos colocou também “chuva na fervura” sobre as especulações de que a moeda europeia poderá em breve desafiar o dólar uma vez que a mote dominante a nível global. 


“O papel do dólar uma vez que moeda de suplente não será desafiado no pequeno prazo, na minha opinião”, rematou.

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