Uma das novidades do Executivo que tomou posse na semana passada é a geração de um novo ministério, com o ex-presidente da Instauração Francisco Manuel dos Santos (FFMS), Gonçalo Saraiva Matias, a assumir a pasta de ministro Junto e da Reforma do Estado.
O novo ministério vai ter duas secretarias de Estado, uma dedicada à Digitalização e outra à Simplificação, lideradas por, respetivamente, Bernardo Correia, ex-Google, e Paulo Magro da Luz, ex-conselheiro de Carlos Moedas.
Esta quinta-feira, no final do juízo de ministros, Leitão Amaro, ministro da Presidência, detalhou que o ministério pretende depreender “mais racionalidade, melhor serviço, mais eficiência, fazer mais gastando menos despesa”, isto sem recorrer a despedimentos ou a cortes de salários, garantiu.
Porém, a maioria dos participantes no sindicância realizado pelo Negócios mostra-se cético de que o novo ministério consiga reduzir de facto a elevada fardo burocrática da gestão pública. Das 205 respostas, 108 (52%) assinala que tem dúvidas de que o objetivo seja obtido.
Além destes, outros 59 (29%) respondentes são mais peremptóprios ao expressar que o novo ministério não vai conseguir reduzir a burocracia. No universo de respostas, exclusivamente 39 (19%) dos participantes se revela otimista e acredita que o objetivo de simplificação burocrática vai ser conseguido.
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