Segundo disse à Lusa a presidente do STAL, Cristina Torres, “foi um plenário muito participado, com muro de 500 dirigentes e delegados sindicais”, onde se discutiu a atual “situação social e política” e se reforçou “a urgência de mobilizar e de ir em força no dia 27 de junho”, em Lisboa, para “lutar por aquilo que são as principais reivindicações e problemas dos trabalhadores da governo sítio” e do setor empresarial do Estado.
“São os salários, sobretudo, mas também aspetos mais concretos da governo sítio, os suplementos de penosidade e insalubridade, que é preciso alargar e substanciar, valorizar o seu valor, porque ficou estagnado desde a sua geração, é preciso regulamentar o suplemento de piquete e disponibilidade, porque há milhares de trabalhadores a serem sujeitos a essa trouxa horária e não há porquê os ressarcir dessa trouxa”, salientou.
No plenário realizado n’A Voz do Operário, além da lei para o Protesto Vernáculo dos Trabalhadores da Governo Sítio e Setor Empresarial, entre o Largo de Camões e a Tertúlia da República, foram ainda aprovadas, por unanimidade, duas moções, apelando à Silêncio e ao termo das guerras, e base da Palestina e do seu povo.
Da discussão da atualidade político-sindical no país, nomeadamente o novo quadro parlamentar saído das eleições de 18 de maio, Cristina Torres explicou que existe “uma consciência muito elevada dos trabalhadores sobre os problemas” colocados por “um Governo que é o mesmo”, numa legislatura novidade, mas em que “as políticas são as velhas e de sempre”.
Para a dirigente sindical, os trabalhadores estão conscientes que a situação não é boa para quem trabalha nem para o povo, mas que “mesmo nestas situações mais difíceis” é “verosímil ir à luta e ocupar direitos e prometer saudação pelos direitos e melhorar a vida dos trabalhadores”.
“No Estado, os trabalhadores do Estado, ou das autarquias, que é o nosso caso, cumpre ao Estado prometer as condições dignas de vida e de trabalho daqueles que são os seus trabalhadores, daqueles que cumprem funções essenciais no seu país”, referiu, advogando que “é preciso que estes trabalhadores sejam valorizados e que o seu trabalho seja tratado com a distinção” que merecem.
Enquanto aguardam que as secretarias de Estado da Governo Sítio e do Ordenamento do Território e da Governo Pública respondam a um pedido de reunião para discutir a valorização dos serviços municipalizados de transportes, no dia 27, a partir das 10:30, os trabalhadores vão desfilar do Largo de Camões até ao parlamento.
Para esta jornada de luta, foram convidados o coordenador da Frente Generalidade dos Sindicatos da Governo Pública e o secretário-geral da CGTP, estando também prevista a participação do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa.
“A reforma do Estado que se quer e que está no sonho desta gente que nos governa é mesmo tomar conta da Segurança Social” e transformar “o recta à Saúde no negócio da doença”, considerou Cristina Torres, sobre a anunciada diferença prometida pelo executivo PSD/CDS-PP, notando, porém, que “é verosímil travar esse caminho”, assim “os trabalhadores tenham a força e a consciência necessária”.
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