A Euronext optou esta quarta-feira, na revisão trimestral, por manter inalterados os 15 elementos que compõem o principal índice vernáculo, de combinação com um enviado da gestora da bolsa de Lisboa.
O número de empresas do PSI está inalterado desde a despromoção, e ulterior saída de bolsa, da Greenvolt em finais de outubro do ano pretérito. A empresa de energias renováveis viria a ser adquirida pela Gamma Lux Aggregator, uma entidade detida pela Kohlberg Kravis Roberts (KKR).
Para serem elegíveis para uma inclusão no índice as cotadas têm de ter uma capitalização bolsista superior a 100 milhões de euros e certificar que o volume de negociação represente pelo menos 15% do totalidade de ações em bolsa durante um período de 12 meses. A Euronext analisa analisa ainda liquidez das cotadas para escolher quais as empresas que vão fazer segmento do índice português. A última empresa a entrar no PSI foi a Ibersol que se juntou ao restrito grupo há dois anos, em março de 2023.
As revisões acontecem em junho, setembro e dezembro e a revisão anual é em março. Em caso de ingressão em bolsa do Novo Banco em junho, um cenário que continua em cima da mesa juntamente com uma venda, leva a que uma integração no principal índice vernáculo possa suceder na revisão que é feita pela Euronext em setembro ou dezembro, respetivamente. Isto porque a data-limite da revisão é “depois o fecho do mercado na penúltima sexta-feira de fevereiro, maio, agosto e novembro”, uma vez que tinha detalhado manadeira solene da Euronext ao Negócios.
No entanto, um comité independente pode considerar elegível uma empresa recém-admitida à negociação, mesmo que tenha menos de 20 dias de mercado, “caso a liquidez desde a data de recepção até à data limite de revisão ofereça garantia suficiente de que a empresa cumprirá os critérios de liquidez e a sua capitalização bolsista em ‘free float’ esteja significativamente supra do limite para inclusão no índice”, acrescentou.
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