O Tribunal Meão de Instrução Criminal (TCIC) determinou esta quarta-feira a ida a julgamento do idoso primeiro-ministro José Sócrates e do empresário Carlos Santos Silva por três crimes de branqueamento de capitais.


Para o tribunal, “há consistentes indícios de que José Sócrates é o varão do fundo” e esses indícios “demonstram que Carlos Santos Silva é a pessoa nomeada por José Sócrates” para movimentar o numerário entre 2011 e 2014 para as contas do idoso primeiro-ministro.


Oriente processo foi separado da Operação Marquês, tendo hoje a juíza de instrução entendido que, uma vez que os crimes em culpa são praticados em coautoria com arguidos que estão no processo principal da Operação Marquês, o mesmo deve ser anexado ao julgamento que tem data de início marcada para 3 julho.


Neste processo estavam também em culpa três crimes de falsificação de documento, em coautoria, tendo o tribunal considerado que “já decorreu o prazo sumo da receita”, uma vez que estes crimes ocorreram em 2012, 2013 e 2014.


Sobre os crimes de branqueamento de capitais, está em culpa a alegada utilização pelos arguidos, entre 2011 e 2014, de contas bancárias de uma sociedade controlada por Carlos Santos Silva, da mulher deste e do motorista de José Sócrates, para entrarem na esfera do idoso primeiro-ministro montantes com origem ilícita.


Segundo a delação do MP, com data de 2017, o empresário e companheiro do idoso dirigente de Governo (2005-2011) terá sido um dos testas-de-ferro a que José Sócrates terá recorrido para ocultar montantes com os quais terá sido corrompido para beneficiar o Grupo Lena, o Grupo Espírito Santo e o grupo Vale do Lobo.

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