O presidente e secretário-geral interino do PS, Carlos César, considerou esta terça-feira importante uma atitude de firmeza pedagógica e política contra tendências totalitárias e afirmou que essas derivas ditatoriais não resolvem qualquer problema dos cidadãos.
Carlos César falava aos jornalistas no final da protocolo comemorativa do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que se realizaram em Lagos, no região de Faro.
Numa referência ao oração da comissária deste ano para as comemorações, a escritora e conselheira de Estado Lídia Jorge, que alertou contra a desumanidade e o racismo, entre outros aspetos, o presidente do PS afirmou ser “importante que haja firmeza pedagógica e política para não dar caminho a tendências totalitárias – tendências que infelizmente pululam no país”.
“Penso que não podemos estar desatentos em relação a estes fenómenos, que são fenómenos da tentativa totalitária. E a atenção não é só dos políticos, mas também dos portugueses”, sustentou.
Interrogado sobre a possibilidade de estar em curso “um revisionismo dos extremos”, um ponto levantado pela escritora Lídia Jorge no seu oração, Carlos César defendeu que “os portugueses não devem confundir a premência de resolver problemas que não têm sido resolvidos com derivas ditatoriais e totalitárias que não resolvem problema nenhum”.
“As derivas totalitárias, pelo contrário, adensam a angústia e a inaptidão do Estado no seu relacionamento com os cidadãos”, sustentou o presidente do PS.
Pelo contrário, de combinação com Carlos César, a solução passa por se governar “muito, resolvendo problemas e demonstrando que a democracia é cenário próprio para que essa solução chegue a bom termo”.
“Não há nenhum regime recíproco à democracia que respeite as pessoas e que possa ser a sede própria de solução dos problemas das pessoas”, acrescentou.
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