a d v e r t i s e m e n tO secretário do Tesouro Vernáculo da Zâmbia, Felix Nkulukusa, informou na sexta-feira (6) que o empréstimo de 45 milhões de dólares facultado ao país pelo Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é mercantil e será reestruturado.

“Ainda estamos a negociar com eles [Afreximbank]. A dívida será reestruturada”, declarou Nkulukusa à Reuters na capital Lusaka, acrescentando que “não se trata de um empréstimo concessionário, mas sim de um empréstimo mercantil.”

O banco argumentou que, porquê instituição multilateral semelhante ao Fundo Monetário Internacional (FMI) ou ao Banco Mundial, que concede empréstimos em condições concessionais inferior das taxas de mercado, está isento de assumir perdas quando os países entram em incumprimento.

O Afrexim mantém uma posição ainda mais inflexível, rejeitando qualquer renegociação da dívida. Alega que o seu regime de credor preferencial o isenta de participar em cortes ou perdas. Esta posição tem sido criticada por países devedores, que enfrentam dificuldades económicas agravadas pelo peso da dívida. A insistência dos bancos africanos em manter privilégios semelhantes aos do FMI tem gerado tensão no processo.

No entanto, alguns dos empréstimos da instituição de desenvolvimento são concedidos com taxas comerciais, que geralmente estão sujeitas a reforma.

Fontes revelaram à Reuters em Abril que o grupo de credores oficiais do Clube de Paris deixou evidente que a Zâmbia deve renovar as suas dívidas para com o Afreximbank.

O país da África Meridional deve 45 milhões de dólares ao Afreximbank, de congraçamento com o Overseas Development Institute (ODI) – um núcleo de estudos independente sobre desenvolvimento internacional e questões humanitárias. Essa dívida faz secção de um pacote de financiamento que o banco forneceu à região para concordar a importação de fertilizantes e a compra de vacinas através do programa African Vaccine Acquisition Trust (AVAT).

A Fitch rebaixou a classificação de crédito do Afreximbank para um nível pouco supra do especulado na semana passada, com perspectiva negativa, citando altos riscos de crédito e políticas fracas de gestão de risco.

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