O relatório anual da Balança de Pagamentos, divulgado no site do Banco de Moçambique (BdM), aponta que as receitas dos grandes projectos situaram-se nos 6,2 milénio milhões de dólares em 2024. Especificamente, o gás contribuiu com 241 milhões de dólares e a virilidade eléctrica com 31 milhões de dólares.

“O propagação das receitas do gás procedente é associado ao aumento da exportação do gás da Superfície 4 da bacia do Rovuma, num contexto em que o preço médio no mercado internacional baixou 15%. Quanto à virilidade eléctrica, o incremento continua a ser sustentado pela revisão em subida do preço de exportação aplicado aos principais clientes, pela principal empresa exportadora deste resultado”, avança o documento analisado pelo Quotidiano Parcimonioso.  

Segundo o banco meão, o sector do carvão mineral apresentou uma queda de muro de 10%, influenciado pela redução da qualidade, devido à não desenlace do projecto de reorganização da fábrica, com a agravante de o preço no mercado internacional ter registado um decréscimo de 19%.

Já as vendas de areias pesadas baixaram 9%, em 2024, uma vez que resultado do reles texto dos minérios produzidos pela principal empresa do sector e da tensão pós-eleitoral que condicionou a produção. Registou-se também uma queda do preço no mercado internacional em 15,0%.

“A estudo das exportações, na óptica dos sectores de operosidade, permite constatar que os produtos da indústria extractiva tiveram um peso significativo no desempenho registado, com uma queda de 178 milhões de dólares (4%), justificada pela redução das receitas provenientes dos rubis, carvão mineral e areias pesadas”, acrescenta.

A consultora Deloitte estima que as reservas de gás procedente localizadas em Moçambique representem receitas potenciais de 100 milénio milhões de dólares, destacando a preço internacional do País no processo da transição energética.

“As vastas reservas de gás poderão fazer de Moçambique um dos dez maiores produtores mundiais, responsável por 20% da produção de África até 2040”, refere a entidade por meio de um relatório sobre as Perspectivas Energéticas de África.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás procedente da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, todas localizadas ao largo da costa da província de Cabo Magro.

Dois desses projectos têm maior dimensão e prevêem encanar o gás do fundo do mar para terreno, arrefecendo-o numa fábrica para depois o exportar por via marítima em estado líquido.

Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Superfície 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, depois o ataque armado a Palma, em Março de 2021, profundidade em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura. O outro é o investimento ainda sem pregão à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Superfície 4).

Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Superfície 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.

Texto: Cleusia Chirindza

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