“Tendo em conta os prazos aplicáveis para a peroração atempada das reformas e investimentos, [o país deve] estugar a implementação do projecto de recuperação e resiliência, incluindo o capítulo REPowerEU”, indica a instituição, no contexto do pacote de primavera do Semestre Europeu, o quadro anual da União Europeia (UE) para coordenar a política económica, orçamental, social e de ofício.
 
Fontes comunitárias explicaram que o país, juntamente com outros da UE, tem 50 a 85% das etapas pendentes.
“Com o término do Mecanismo de Recuperação e Resiliência [que financia o PRR] previsto para 2026, é forçoso uma implementação rápida e direcionada, sendo que a maioria dos Estados-membros terá de estugar o progresso”, avisa Bruxelas.
Em conferência de prensa na capital belga, na apresentação do pacote de primavera do Semestre Europeu, o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis indicou que “Portugal recebeu até agora mais de metade do seu envelope de financiamento – 51,3% -, pelo que não se encontra certamente entre os países com taxas de desembolso mais baixas, mas em qualquer caso é importante que continue leste trabalho a um ritmo vertiginoso”.
“Já temos menos de um ano e meio para finalizar todos os marcos”, alertou, pedindo a todos os países da UE uma “aceleração urgente da implementação”.
Ao todo, o PRR português tem um valor de 22,2 milénio milhões de euros, com 16,3 milénio milhões de euros em subvenções e 5,9 milénio milhões de euros em empréstimos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, que dizem saudação a 376 investimentos e a 87 reformas.
Isto é equivalente a 8,29% do Resultado Interno Bruto (PIB) do país.
Atualmente, o país já recebeu 8,49 milénio milhões de euros em subvenções e 2,9 milénio milhões de euros em empréstimos e a taxa de realização do projecto é de 33%.
Na notícia hoje divulgada relativa às políticas económicas, sociais, de ofício, estruturais e orçamentais de Portugal, é também recomendando que o país “acelere a realização dos programas da política de coesão (FEDER, FTJ, FSE+, FC), aproveitando, sempre que adequado, as oportunidades proporcionadas pela revisão intercalar”.
O país deve também, segundo Bruxelas, “utilizar de forma otimizada os instrumentos da UE, incluindo os recursos oferecidos pelo InvestEU e pela Plataforma para Tecnologias Estratégicas para a Europa, com vista a melhorar a competitividade”.
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