Jaco Human, director-executivo da Industrial Gas Users Association South Africa (IGUA-SA), apelou esta quarta-feira (4), perante a Percentagem de Electricidade e Virilidade do Parlamento sul-africano, à rápida filiação de um quadro de garantias fiscais que permita levar “a um nível transaccional” os projectos de importação de Gás Proveniente Liquefeito (GNL) provenientes de Moçambique.

Numa apresentação onde destacou as recentes alterações de visão do Governo sul-africano relativamente ao papel do gás na matriz energética, Human sublinhou que “os utilizadores industriais necessitam de um roteiro com acções definidas, cronogramas e compromissos políticos claros, sem mais rodadas de consultas ou declarações de intenções”. Para o CEO da IGUA-SA, só assim se conseguirão atrair investidores para a construção de infra-estruturas de GNL capazes de suprir a crescente procura de virilidade no pequeno prazo.

Segundo a estudo apresentada, a África do Sul dispõe de um prazo de nove meses para finalizar o quadro fiscal, desenvolver uma plataforma de reunião de procura e concluir as transacções que viabilizem os investimentos necessários à construção de um terminal de importação de GNL até meados de 2030.

Neste contexto, Jaco Human realçou que “unicamente os projectos de terminais em Moçambique, conectados à risca Rompco de Maputo-Gauteng, poderão estar operacionais dentro do calendário exigido.” O terminal proposto para Richards Bay, pese embora apresente avanços, “não ficará pronto a tempo e atenderá sobretudo à indústria de KwaZulu-Natal, ficando aquém das necessidades da hinterlândia.”

Jaco Human, director-executivo da Industrial Gas Users Association South Africa (IGUA-SA)

O responsável frisou que, “neste momento, importa concentrar-se nos facilitadores a pequeno prazo, nomeadamente a reunião de procura e a constituição de parcerias público-privadas para o padrão de garantias”, argumentando que existem “várias opções e esquemas disponíveis, mas é urgente que as partes envolvidas se sentem à mesa e trabalhem ao nível operativo.” Ou por outra, apelou ao desenvolvimento paralelo de políticas que definam a estratégia de gás de médio prazo, de forma a certificar a sustentabilidade das futuras operações.

Na mesma sessão, a Sasol confirmou que o plateau de fornecimento das suas concessões de Pande e Temane, em Moçambique, foi prolongado até 2028 (em vez de 2026), mas admitiu que “só o GNL importado de Moçambique constituirá uma solução realista para satisfazer a procura industrial a pequeno e médio prazo.”

Para fazer face à eventual escassez até lá, a empresa prepara-se ainda para fornecer “gás sintético proveniente de carvão (MRG)”, embora com custos mais elevados devido aos preços de produção e ao ramal de matéria-prima de processos químicos.

Perante o ministro dos Recursos Minerais e Virilidade, Gwede Mantashe, e outros intervenientes, uma vez que Craig Morkel, presidente da South African Oil and Gas Alliance, Jaco Human reforçou que “enquanto não explorarmos plenamente os nossos próprios recursos, a importação de GNL moçambicano é o único caminho inesperado.” Mantashe, apesar de lamentar o soberania das discussões sobre GNL, reiterou a valimento de desenvolver projectos domésticos, ao passo que Morkel reconheceu que “as ambições existem, mas os constrangimentos são reais.”

Nascente: Engineering News

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