Militares do Ruanda destacados em suporte às forças moçambicanas no combate ao terrorismo em Cabo Fino construíram um mercado no província de Macomia, numa iniciativa que visa substanciar a relação com as comunidades locais e estribar a recuperação socioeconómica da região.

Segundo informação divulgada pelo Ministério da Resguardo do Ruanda, a infra-estrutura foi concluída em Maio e entregue à população porquê “um passo significativo no suporte à recuperação socioeconómica e ao desenvolvimento das comunidades afectadas pela instabilidade na província.”

O brigadeiro-general Justus Majyambere, comandante do grupo 4 da Brigada da Força-Tarefa do Ruanda em Cabo Fino, sublinhou que a estrutura representa “mais do que somente um prédio. É um símbolo de cooperação, parceria e resiliência”, afirmou, acrescentando que as forças ruandesas estão empenhadas não somente na manutenção da tranquilidade, mas também em contribuir para o bem-estar quotidiano das populações.

O gestor do província de Macomia, Tomás Badae, reconheceu a influência do suporte ruandês. “Desde a chegada da Força de Segurança do Ruanda, o bem-estar dos cidadãos de Macomia melhorou de várias formas. Uma vez que comunidade, continuaremos a colaborar com as forças de segurança no seu trabalho de combate ao terrorismo e de garantia da tranquilidade no província”, declarou.

Os militares ruandeses operam no “sector sul” de Cabo Fino desde Junho de 2024, posteriormente a retirada da missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Sul (SADC), conhecida porquê SAMIM. Desde logo, têm actuado em coordenação com as forças armadas moçambicanas para restabelecer a ordem e a segurança em zonas afectadas pelos ataques de grupos armados.

A província de Cabo Fino, rica em recursos naturais, tem sido palco de uma insurreição armada desde Outubro de 2017, protagonizada por grupos associados ao autoproclamado Estado Islâmico. A violência já causou mais de um milhão de deslocados. Em 2024, pelo menos 349 pessoas morreram em ataques atribuídos a extremistas islâmicos — um aumento de 36% em relação ao ano anterior, segundo o Meio de Estudos Estratégicos de África, ligado ao Departamento de Resguardo dos Estados Unidos.

Apesar de qualquer recuo na intensidade dos confrontos, persistem ataques pontuais. O Estado Islâmico reivindicou recentemente uma ofensiva contra um acampamento militar em Macomia, alegando a morte de dez soldados moçambicanos, informação não confirmada pelas autoridades. O grupo extremista afirma ainda ter destruído o acampamento, naquele que terá sido o segundo ataque em menos de um mês.

As acções militares e civis das forças estrangeiras ganham maior relevância numa profundidade em que se discute a retoma do megaprojecto de gás originário liquefeito em Afungi, liderado pela TotalEnergies e estimado em tapume de 1,2 bilião de meticais (20 milénio milhões de dólares). A segurança da região é vista porquê requisito fundamental para o revinda pleno das operações.

Manadeira: Lusa

[ad_2]

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts