
Um dos acontecimentos literários em Portugal foi a tradução da correspondência trocada entre Julio Cortázar, Mario Vargas Llosa, Carlos Fuentes e Gabriel García Márquez. “As cartas do Boom” (Dom Quixote) não são em si objetos literários – como raramente são as cartas trocadas entre escritores – e valem sobretudo pela peculiaridade de ver estes grandes escritores sul-americanos no período áureo da própria literatura sul-americana – o “boom” – a atuarem como uma irmandade, sem rivalidades, sem azedumes. E depois, como quase sempre neste tipo de material, a revelação dos bastidores da escrita: a oficina de escrever, os prémios, as viagens, as vendas dos livros, as criticas, a família.
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